Na tarde desta segunda-feira (12) enfermeiros de Agudo e região se uniram em uma mobilização contra a suspensão do reajuste do piso salarial da classe. Com o objetivo de evitar demissões e o fechamento de instituições de saúde o grupo também exigiu mais recursos do governo para os hospitais.
O ato ocorreu na Praça Francisco Schuster, em frente a Igreja Matriz São Bonifácio, e percorreu as principais ruas do centro da cidade. Estiveram presentes profissionais da área, representantes do Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Sul (Coren-RS) e integrantes da prefeitura do município.
– A prefeitura defende e está junto nesta ação. Entendemos que esta categoria precisa ser valorizada e por isso fizemos questão de assistir e apoiar esta manifestação – afirmou o prefeito de Agudo, Luis Henrique Kittel.
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A suspensão da lei
Desde 5 de agosto, estava valendo a lei que estabelece o piso nacional da enfermagem em todo o território nacional. De acordo com o texto promulgado, a remuneração mínima de enfermeiros deveria ser fixada em R$ 4.750, sendo 70% desse valor para técnicos e 50%, para auxiliares e parteiras.
Contudo, no início deste mês o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu uma liminar, suspendendo a aplicação da Lei 14.434/2022. O documento também define um prazo de 60 dias para que instituições públicas e privadas de Saúde esclareçam questões como se há chance de novas demissões em hospitais ou eventual redução na qualidade dos serviços ofertados, entre outras relacionadas aos impactos financeiros da lei.
Para o enfermeiro José Eduardo Lopes Faria, parte da organização do protesto, os profissionais da enfermagem são menosprezados e a categoria merece muito mais. Por isso, o profissional acredita que a liminar deve ser revogada.
– Estamos nos mobilizando para mostrar que a enfermagem não está alheia a isso. A categoria está unida e nos manifestamos justamente para que essa situação não chegue ao ponto de revogação ou invalidação da lei, pois lutamos muito para isso. Queremos trazer a população para o nosso lado e para lutar conosco – disse José.
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